Reserva de emergência é 1º passo para investir em meio à pandemia

É importante saber diferenciar entre aportes cujo objetivo é ter retorno no curto e no longo prazo. (Foto: YULIYA/123RF)

Apesar da sensação de insegurança e da falta de perspectivas concretas para a retomada integral das atividades econômicas, a crise causada pela pandemia de Covid-19 também pode ser uma boa oportunidade para os investidores apostarem em ganhos futuros - desde que com prudência.

"O primeiro passo é priorizar a reserva de emergência", afirma Roberto Agi, planejador financeiro da Planejar - Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. "Se você entrou na crise com uma carteira de investimentos de risco, é melhor analisar o cenário", diz. 

Caso o investidor tenha sobras para além desse fundo emergencial, é importante, explica Agi, diferenciar entre aportes cujo objetivo é ter retorno no curto e no longo prazo. "No longo prazo sua carteira pode oscilar mais, porque você está buscando um retorno mais alto. Tem de ter um bolso para curto prazo e um bolso para longo prazo", afirma.

O montante a ser investido, diz o especialista, depende dos objetivos e da capacidade financeira de cada um. Uma das opções para quem quer se arriscar mais é o dólar ou ativos que refletem a dolarização, como o ouro. "Eu gosto muito de estabelecer percentuais para cada classe de ativo: ter 5% de ativos dolarizados na carteira, você pode ir montando aos poucos. Se a cotação do dólar explodir, talvez valha a pena ter um percentual maior. Se cair, você volta e mantém seus 5%", afirma. 

Bovespa 

Quem pensa em investir na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) deve seguir a mesma linha de raciocínio, podendo optar por aportes em bolsas do exterior para fugir de riscos extras presentes no cenário brasileiro. Estamos vivendo uma crise política, econômica e de saúde pública. Se você investe globalmente, você foge dessa crise política", diz Agi. 

"O que a Bolsa está precificando - nos Estados Unidos, mais ainda - é um cenário de lucros baixos por bastante tempo", avalia o especialista. "Mesmo se tiver um processo de impeachment, isso tudo é cíclico, principalmente porque vamos sair desse cenário com juros muito baixos. Por mais incerteza que a gente tenha, as carteiras de longo prazo podem ser uma opção", afirma. 

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Sábado, 19 Setembro 2020

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