Empresas planejam oficializar home office após quarentena

”No mínimo as pessoas vão trabalhar um dia por semana em casa”, diz Adriano Meirinho, da Cel Coin. (Foto: Divulgação)

Muitas empresas afetadas pela pandemia viram-se obrigadas a fazer seus colaboradores trabalharem de casa. Agora, à medida que a prática vem se normalizando, muitas delas já planejam um futuro onde o home office terá lugar de destaque no dia a dia corporativo. 

"Existiam duas barreiras: a cultural e a de infraestrutura. A primeira, o mercado foi obrigado a engolir por causa dessa situação", diz Carlos Sedeh, CEO da Megatelecom, empresa de telecomunicações instalada em Alphaville. "Já a segunda nos obrigou a criar uma nova estrutura digital para a empresa", afirma. 

Dos cerca de 150 funcionários do grupo que inclui a MegaTelecom, 100 estão trabalhando em regime de home office - apenas o que fazem serviços de campo estão atuando na rua. 

Segundo Sedeh, com o fim da quarentena a empresa irá adotar um rodízio de funcionários trabalhando de casa. "A ideia é adotar isso como padrão. Era uma coisa que a gente não via bem, e agora mudou totalmente", diz Sedeh. "Eles podem trabalhar de casa com a mesma facilidade com que trabalhavam do escritório", afirma. 

Também com sede na região, a startup CelCoin, que oferece infraestrutura de serviços financeiros para microempreendedores e fintechs, promete ir pelo mesmo caminho. "Muitas equipes aumentaram a produtividade trabalhando de casa", diz Adriano Meirinho, sócio-proprietário da companhia, que hoje está com todos os seus 61 colaboradores em regime remoto. "No mínimo as pessoas vão trabalhar pelo menos uma vez por semana em casa, algumas equipes mais e outras menos. Hoje o home office é uma realidade e vamos ter uma política de trabalho remoto para todos os funcionários", afirma. 

Um estudo feito em 2015 pelo economista Nick Bloom, da Stanford University, descobriu que operadores de telemarketing da China que trabalhavam de casa tinham uma produtividade 13% maior em relação aos colegas, além de estarem mais felizes e menos propensos a abandonar o emprego. 

"As pessoas passam a produzir melhor, principalmente as que moram mais longe", diz o CEO da Megatelecom. "Se havia resistência, essa resistência foi derrubada. Acho muito difícil que as empresas voltem para o mesmo regime de trabalho de antes da crise", afirma.

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Segunda, 25 Mai 2020

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