Em uma década, ARTESP reduz em 30% mortes nas rodovias concedidas paulistas

Dados integram o resultado do Programa de Redução de Acidentes, ferramenta de gestão desenvolvida para reduzir os números de acidentes e vítimas fatais. (Foto: Diogo Moreira/a2img)

Na última década, o índice de mortes nas rodovias concedidas paulistas registrou queda de 31,5%, segundo resultado do Programa de Redução de Acidentes (PRA), desenvolvido pela ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo para acompanhar as metas de segurança.

Na Semana Nacional do Trânsito, comemorada até o dia 25 de setembro, os indicadores apresentam redução também no total de acidentes (30,2%) e de feridos (34,4%), na comparação entre 2010 e 2019.

A queda nos índices é resultado de um conjunto de medidas adotado pela ARTESP, juntamente com as concessionárias, entre elas o Programa de Redução de Acidentes, e, ainda, os esforços de fiscalização da Polícia Militar Rodoviária, com o objetivo de garantir redução de acidentes e, principalmente, com menor gravidade.

Programa de Redução de Acidentes

O programa é uma ferramenta de gestão de segurança viária, responsável por acompanhar os dados levantados pelas concessionárias de acidentalidade das rodovias concedidas, elaboração de análises, diagnósticos e propor soluções para a mitigação dos problemas observados. Aliado aos investimentos de segurança obrigatórios previstos em contrato com as concessionárias reguladas pela ARTESP, como instalação de passarelas de pedestres e acostamento, o PRA aponta as necessidades específicas em cada rodovia e auxilia no direcionamento de novas intervenções.

"Para cada cenário, as concessionárias elaboram um plano para reverter a situação. A cada dois anos é desenvolvido um planejamento de ações com cronograma de implantação, definição de indicadores de eficiência e efetividade", explica Milton Persoli, diretor-geral da ARTESP. 

A partir das análises, é possível verificar as principais causas da ocorrência de acidentes num dado trecho de rodovia ou identificar o comportamento do usuário, seja motorista, motociclista ou pedestre. 

As mudanças no padrão geométrico, com duplicação de pista ou instalação de rotatória, possibilitam mudança no perfil da ocorrência, atenuando o grau de gravidade. Após a duplicação de uma pista, por exemplo, os acidentes do tipo colisão frontal, cuja incidência de vítimas graves e fatais é maior, praticamente, deixam de ocorrer. 

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Segunda, 26 Outubro 2020

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