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Em Barueri, crescem os casos de crianças e adolescentes com Covid-19

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Em Barueri, crescem os casos de crianças e adolescentes com Covid-19

 Até terça-feira (5), 784 crianças e 755 adolescentes foram infectados pela doença

Segundo especialista, comparado às outras faixas etárias, taxa de contaminação ainda é menor que adultos e idosos (Foto: Benjamin Sepulvida/Secom Barueri)

Dados do Ministério da Saúde mostraram que, em seis meses, o Brasil registrou um aumento de 50% em internações de crianças menores de 9 anos por conta da Covid-19. Segundo informações da pasta, de janeiro a julho deste ano, 15.483 casos foram registrados, ante 10.352 de abril a dezembro de 2020. 

Assim como no país, Barueri também anotou um aumento nos casos e internações de crianças e adolescentes em decorrência da Covid-19. À reportagem, a prefeitura informou que, até terça-feira (5), 784 crianças de 0 a 12 anos foram infectadas pela doença, ante 254 no ano inteiro de 2020. Entre os adolescentes de 12 a 17 anos, já são 755 ocorrências positivas neste ano contra 241 no ano passado. 

Em relação às internações dessas faixas etárias citadas, de acordo com dados disponibilizados pela gestão, neste ano, foram 11 em decorrência da doença na cidade, sendo duas de casos graves. Já em 2020, a prefeitura destacou que ocorreram seis hospitalizações no município, sendo uma grave.

"Para as crianças, os cuidados devem ser os mesmos já recomendados a toda a população, que é permanecer com o distanciamento social, uso de máscaras, lavagem das mãos e uso de álcool gel", afirmou a prefeitura. 

Especialista 

Segundo a pediatra Patrícia Consorte, com a volta às aulas presenciais, o aumento no número de casos entre crianças e adolescentes já era esperado. "Mas temos que ressaltar que, comparado às outras faixas etárias, a mortalidade entre crianças e adolescentes ainda é baixa e a própria taxa de contaminação ainda é menor que adultos e idosos", explicou. 

A especialista destacou que, com o início da vacinação entre os adolescentes, essas ocorrências devem diminuir. "Isso também ajudará no controle dos novos casos que estamos vendo nos idosos, que ainda estão recebendo a dose de reforço. Quanto maior o número de pessoas vacinadas, melhor o controle da doença entre os que não podem ser vacinados. É a chamada imunidade indireta e, o que chamamos de proteção em casulo para recém-nascidos e crianças muito pequenos, com sistema imunológico ainda em maturação". 

Ainda de acordo com Patrícia, a melhor proteção ainda é o uso de máscaras e evitar aglomerações. "Em menores de 2 anos, não orientamos o uso de máscara", disse 

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