PSDB e DEM Barueri não concordam com aumento de fundo eleitoral

O financiamento de campanhas de candidatos a prefeituras e câmaras municipais nas eleições de 2020 poderá ter a destinação de R$ 2,5 bilhões (a quantia está em aberto), segundo previsão do governo federal (veja no box). O valor é 48% maior que o gasto no pleito do ano passado, quando os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União. No dia 2, o projeto passou pelo crivo da Câmara Federal e segue para o Senado.

Os partidos PSDB e DEM Barueri não são favoráveis ao aumento da cota do fundo eleitoral, segundo levantamento realizado pela reportagem junto às siglas. O presidente do PSDB Paulista, Marco Vinholi, Secretário de Desenvolvimento Regional do Governo Doria, disse que é contrário a medida, "por entender que o montante atual já é o bastante". 

O vice-presidente do DEM em Barueri, vereador Carlinhos do Açougue, ressaltou que apesar dessa questão só 'chegar' a ser discutida em nível estadual na legenda, ele acha que não deveria haver o aumento do valor. Carlinhos pretende concorrer novamente ao cargo na Câmara Municipal em 2020. O deputado  estadual Emidio de Souza (PT), liderança reconhecida no partido, com base política em Osasco, foi procurado para comentar o assunto, mas não retornou até o fechamento da edição.

Repasses
Na região, de acordo com um levantamento feito pela Folha de Alphaville junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ano 2016, os atuais prefeitos de Barueri, Rubens Furlan (PSDB) e de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar (PSDB), gastaram na ordem para se elegerem R$ 2,4 milhões e R$665,6 mil. Quando analisados os candidatos eleitos para as Câmaras Municipais, com base na campanha de 2012, último pleito municipal em que a doação de pessoa jurídica para as legendas era permitida, os 26 vereadores escolhidos nas urnas para representar o legislativo de Barueri e Santana de Parnaíba gastaram, no total, R$1,1 milhão, com a maioria das doações originárias de pessoas físicas.

Verba

O aumento do financiamento eleitoral consta no projeto de lei orçamentária (PLOA). O Ministério da Economia chegou a sugerir R$ 2,5 bilhões, mas corrigiu a previsão e todas as estimativas indicavam que a cifra cairia para R$1,86 bilhão, uma redução de 27% em relação ao montante anteriormente proposto. Diante disso, os parlamentares federais fizeram uma 'manobra'.Embora o texto-base aprovado não fixe um valor para o fundo, os congressistas esperam engordar esse caixa, mesmo com a crise fiscal enfrentada pelo País. A ideia dos parlamentares foi deixar a quantia em aberto para definição na discussão do Orçamento. Agora, a proposta vai para o Senado.

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Sexta, 22 Novembro 2019

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