O cenário eleitoral de 2020 pode sofrer um 'revés' caso a Câmara dos Deputados aprove a PEC 56/2019, que acrescenta o art. 115 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
O assunto polêmico foi discutido, recentemente, em reunião da Associação dos Prefeitos do Estado de São Paulo (Apreesp) realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O objetivo da PEC é eliminar as eleições municipais e integrar a corrida no pleito geral. Desta forma, seriam prorrogados os mandatos dos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, unificando as eleições.Supressão
De acordo com o vice-presidente de Desenvolvimento Econômico da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), o prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar (PSDB), o objetivo é garantir economia de recursos públicos, com eliminação dos gastos com os processos eleitorais municipais realizados de forma isolada. "Com a supressão do pleito eleitoral de 2020, a classe política também poderá concentrar-se nas reformas necessárias para a República", falou.
A medida favorece o tucano que não poderá disputar o pleito do próximo ano, por estar em seu segundo mandato consecutivo. Elvis ainda não indicou um nome para ser seu sucessor. Mas a questão segue em aberto. A lista de propostas e projetos a serem votados na Casa Federal é grande.
O prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB), é contra a medida. Segundo ele, "Já houve isso em meu mandato, no ano de 1982, e não deu certo, naquela época foi feito para não coincidir com as eleições que eram juntas. O pleito é um mecanismo de democracia e democracia nunca é demais, então, eu não acho necessário, sou contra essa prorrogação, acho melhor deixar como está", analisou. Se a proposta não passar pelos parlamentares até setembro, as eleições municipais do próximo ano serão mantidas.
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