Aos 36 anos, a deputada federal Bruna Furlan consolidou-se na última semana como uma das lideranças do PSDB. Ao lado do ex-deputado federal e ex-ministro Bruno Araújo, eleito presidente do PSDB Nacional, Bruna alçou o posto como uma das vice-presidentes da legenda.
Bruna, contudo, avalia a derrota do partido como fruto do sentimento da população contra a classe política. "O PSDB não teve um bom desempenho nas eleições de 2018. As pessoas votaram com raiva e não com esperança", afirmou à Folha de Alphaville. "Tínhamos o melhor candidato (Alckmin), o mais preparado e qualificado, então, com certeza estaríamos muito mais avançados na pauta econômica e a retomada do crescimento estaria mais presente na vida dos cidadãos", ressalta.
Para ela, a derrota do partido e a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) atrasaram a retomada do país. "O ambiente no parlamento é péssimo, os deputados do PSL são despreparados, e não sabem fazer a boa política como pregam. Claro que existem exceções, [mas] o Governo (Jair) Bolsonaro não sabe construir, sabe apenas destruir e isso já está claro para aqueles que acompanham a política", avalia Bruna. "O PSDB tem responsabilidade cívica e não faltará ao País nesse momento".
As críticas ao presidente, que incluem a prole Bolsonaro, contudo, podem ter um alvo maior. Apesar de negar, é dado como certo que o governador João Doria, de quem Bruna foi uma das coordenadoras da campanha ano passado, constrói a candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. A tucana parece afinada ao discurso do gestor. "Nosso projeto para os próximos dois anos é apoiar reformas importantes para retomada do emprego e renda da população".
Questionada sobre o posicionamento crítico em relação ao governo, Bruna não vê contradição na posição mais conciliatória de Doria, diante de Bolsonaro. "Nosso governador João Doria está trabalhando pelas reformas, e estamos atuando nesse sentido, no Parlamento. É pelo Brasil e não pelo Bolsonaro", finaliza.
Ela chega à executiva nacional do PSDB com o desafio de equilibrar um partido fragmentado, após amargar um resultado aquém do esperado nas eleições presidenciais de 2018. O partido teve a derrota do ex-governador Geraldo Alckmin, quarto colocado na disputa mesmo com maior tempo de propaganda na TV. Além disso, a sigla sofreu outros revezes, como o nome de figurões da legenda envolvidos em acusações de corrupção, como o deputado federal Aécio Neves.
Bruna, contudo, avalia a derrota do partido como fruto do sentimento da população contra a classe política. "O PSDB não teve um bom desempenho nas eleições de 2018. As pessoas votaram com raiva e não com esperança", afirmou à Folha de Alphaville. "Tínhamos o melhor candidato (Alckmin), o mais preparado e qualificado, então, com certeza estaríamos muito mais avançados na pauta econômica e a retomada do crescimento estaria mais presente na vida dos cidadãos", ressalta.
Para ela, a derrota do partido e a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) atrasaram a retomada do país. "O ambiente no parlamento é péssimo, os deputados do PSL são despreparados, e não sabem fazer a boa política como pregam. Claro que existem exceções, [mas] o Governo (Jair) Bolsonaro não sabe construir, sabe apenas destruir e isso já está claro para aqueles que acompanham a política", avalia Bruna. "O PSDB tem responsabilidade cívica e não faltará ao País nesse momento".
As críticas ao presidente, que incluem a prole Bolsonaro, contudo, podem ter um alvo maior. Apesar de negar, é dado como certo que o governador João Doria, de quem Bruna foi uma das coordenadoras da campanha ano passado, constrói a candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. A tucana parece afinada ao discurso do gestor. "Nosso projeto para os próximos dois anos é apoiar reformas importantes para retomada do emprego e renda da população".
Questionada sobre o posicionamento crítico em relação ao governo, Bruna não vê contradição na posição mais conciliatória de Doria, diante de Bolsonaro. "Nosso governador João Doria está trabalhando pelas reformas, e estamos atuando nesse sentido, no Parlamento. É pelo Brasil e não pelo Bolsonaro", finaliza.
Projetos
Como vice-presidente nacional, Bruna pretende intensificar a participação de alguns segmentos. "A juventude do partido é atuante e organizada. Participei como Membro Titular da Elaboração do Estatuto da Juventude do PSDB, e as expectativas foram atendidas", comenta.Na Câmara, Bruna faz parte da bancada feminina e vê avanços na participação das mulheres na política. "Nossa bancada feminina na câmara aumentou e o número de mulheres eleitas no geral também, no meu primeiro mandato eram apenas 45 mulheres, no segundo 51 e agora 75".
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