Taxa de inadimplência alcança menor patamar desde 2004, diz AABIC

Segundo presidente da AABIC, famílias priorizaram os pagamentos urgentes (Foto:Antonio Guillem/123rf.com)

O Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial (IPEMIC), feito pela Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), mostrou que no primeiro semestre de 2019, o índice médio de inadimplência nos condomínios do Estado de São Paulo foi de 2,90%. Esta foi a menor taxa já registrada para o período dos seis primeiros meses do ano desde a criação da série histórica em 2004. No primeiro semestre daquele ano, o percentual chegou a 5,93%.

Segundo José Roberto Graiche Júnior, presidente da AABIC, a atuação das administradoras e das próprias famílias ajudaram a alcançar este recorde. "As administradoras buscam maior controle dos gastos condominiais para impedir aumentos substanciais nos boletos, além de maior pressão na cobrança dos atrasos. Além disso, as famílias 'apertaram o cinto' para adaptar o orçamento doméstico as condições mais adversas da economia do país nos últimos anos", afirma. 

O índice médio de inadimplência nos condomínios também anotou queda no primeiro semestre do ano passado e chegou a 3,35%. De acordo com José Roberto, na época, as pessoas buscaram adaptar os custos em razão da alta das taxas do desemprego e a perda do poder de consumo.

"As empresas estão optando por uma gestão mais conservadora dos recursos, priorizando obras e reparos mais urgentes, adiando projetos mais custosos e realizando uma cobrança mais enérgica dos que devem. Além disso, com a demora na reação da economia, os condôminos também precisaram buscar residencial com taxas mais baixas e que de fato cabem no bolso", diz o presidente da associação.

Atraso no pagamento
O levantamento da AABIC mostra, apesar da baixa recorde na inadimplência, ainda é alto o percentual de moradores que atrasam o pagamento do condomínio no mês de vencimento. O índice de mora, que mede os percentuais de boletos emitidos e não pagos dentro do próprio mês, foi de 6,54%. Esta taxa é próxima do patamar de 2016, que foi de 6,53%, considerado um dos piores anos da crise econômica. 

De acordo com Graiche Júnior, presidente da AABIC, apesar do maior controle sobre os gastos, as famílias administram os vencimentos das contas priorizando pagamentos considerados mais urgentes.

Veja mais notícias sobre Imóveis.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Já Registrado? Acesse sua conta
Visitante
Segunda, 18 Novembro 2019

Siga a Folha

INFORME SEU ENDEREÇO DE E-MAIL:

Por favor habilite seu javascript para enviar este formulário