Energia solar pode garantir economia de 95% na conta de luz

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Brasil é um dos países com maior incidência solar do mundo, mas produz menos energia solar do que a China

O Kaohsiung National Stadium, em Hong Kong, na Ásia, é um dos poucos estádios do mundo que são, ao mesmo tempo, geradores de energia para suas cidades. Outros exemplos são a Amsterdam Arena, na Holanda, e o Freiburg Mage Solar Stadium, na Alemanha.

O Kaohsiung foi inaugurado em 2009 com 8,8 mil painéis fotovoltaicos que produzem 1,14 GWh de eletricidade por ano. Isso significa a redução de 660 toneladas de dióxido de carbono despejado na atmosfera todos os anos e ainda o fornecimento de 80% de eletricidade da área ao redor quando não está sendo usado para partidas ou eventos esportivos.

Os estádios são apenas a ponta de um processo que vem crescendo no mundo todo: a atenção dada à energia solar. De acordo com a ONU, os os países gastaram, juntos, US$ 160,8 bilhões (cerca de R$ 600 bi) em 2017 em investimentos no setor -- 18% a mais do que no ano anterior. O Brasil, apesar de ter uma incidência solar maior do que a da China e Estados Unidos, por exemplo (5,4 quilowatt-hora/metro quadrado), consegue gerar apenas 1 gigawatt/h/m², enquanto os chineses produzem 130 gigawatts/h/m².

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que o país terá 886,7 mil unidades consumidoras de energia solar e uma potência instalada de 3,2 GW daqui cinco anos. Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), se essa energia fosse utilizada com uma escala maior, as contas de luz elétrica domésticas ou empresariais poderiam ter reduções de até 95%.

A Absolar diz que, atualmente, 71 mil sistemas fotovoltaicos estão instalados no Brasil, gerando 735 megawatts de potência instalada. Empresas e residências, no entanto, possuem equipamentos (como modelos de ar-condicionado inverter 18000, geladeiras e fogões industriais ou mesmo o tradicional chuveiro elétrico) que consomem muita energia elétrica.

"O setor crescerá aceleradamente nos próximos anos. O Brasil possui mais de 83 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população e das empresas em aproveitar seus telhados para gerar energia a partir do sol. Ninguém aguenta mais os aumentos abusivos na conta de luz", afirmou o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, ao site da entidade.

O país, porém, pode contar com projetos inovadores -- ainda em que pequena escala -- de geração de energia solar: pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveram um fogão solar feito de sucata, espelhos e outros materiais de baixo custo e que é capaz de transformar radiação solar em calor, criando um efeito estufa.

No mundo, um dos grandes investimentos em energia solar está sendo realizado no Catar, palco da Copa do Mundo de 2022. No país do Oriente Médio, uma equipe contratada pelo governo está cultivando campos de grama no deserto que se tornam espécies de lençóis, enrolados como tapetes e enviados a outras áreas estéreis do país.

As plantas não crescem facilmente em Doha, que consegue ter cerca de três pancadas de chuva por ano. No entanto, a Copa requer vegetação: não apenas para a cidade e para amenizar o calor, mas para os campos. Do outro lado da capital, um outro grupo contratado pela organização do Mundial está experimentando 12 espécies de grama para encontrar o campo perfeito para as partidas. Eles dependem de variáveis -- luz, solo, água -- e, para isso, dependem de equipamentos como bomba d'água, placas de energia solar e terrenos aptos para o cultivo.

O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, acredita que, quando o Brasil resolver investir no setor, várias áreas da economia serão beneficiadas. "A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País", finalizou. 

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Segunda, 18 Novembro 2019

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