Quinta, 20 Junho 2024

Imóveis

Cidades precisam se preparar para eventos climáticos, diz professor

Imóveis

Cidades precisam se preparar para eventos climáticos, diz professor

Cioeste faz um estudo para apontar ações de enfrentamento à mudança climática

As enchentes no Rio Grande do Sul deixaram mais de 160 mortos e milhares de desabrigados (Foto: Maurício Tonetto/Secom)

Para receber notificações da comunidade de Alphaville e região, inscreva-se em nossos canais no Telegram e WhatsApp

As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul acenderam um alerta para as mudanças e eventos extremos climáticos que podem atingir outras partes do país.

Segundo Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios, lançado em novembro de 2023 pelo Instituto Votorantim e que mapeia os riscos climáticos de cada cidade brasileira, Barueri atingiu uma nota geral de 47.85, enquanto em Santana de Parnaíba chegou a 53.91. Para cada conjunto de indicadores foi atribuída uma nota de 0 a 100, sendo maior o valor quanto maior a vulnerabilidade.

Antônio Eduardo Giansante, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, explicou que a tendência é de aumento das inundações e deslizamentos em função dos eventos extremos que estão acontecendo com maior frequência.

"Os municípios precisam estar preparados para essa série de eventos, inclusive modificar a forma como projetam o sistema de abastecimento de água, o lançamento de esgoto, para que estejam mais adaptados a
essas mudanças climáticas e efeitos", explicou.

Em junho do ano passado, o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioste) firmou uma parceria com o Euroclima para a realização de um levantamento das áreas de deslizamentos e de alagamentos em cidades que fazem parte do Consórcio e apontar ações de enfrentamento.

"Na área de Barueri e Santana de Parnaíba, o Cioeste está fazendo esse trabalho em parceria com a comunidade europeia para justamente estudar essas questões das mudanças climáticas. Por enquanto está focado em dois municípios mais para o Oeste. Esse estudo é feito com recurso da comunidade europeia para estudar tanto eventos de seca como de inundações e deve ser replicado para outros municípios", apontou.

Cidades-esponja
Diante dessas ocorrências, muito tem se falado sobre as cidades-esponja para diminuir os efeitos das enchentes. Segundo o especialista, elas têm um papel importante, pois busca aumentar a permeabilidade das cidades.

"Os municípios podem contribuir implantando pavimentos permeáveis, mais áreas verdes. Lembrando que essas são as soluções baseadas na natureza, mas é preciso associá-las com medidas estruturais", disse.

Newsletter
Não perca nenhuma notícia.

Inscreva-se em nossa newsletter gratuita.


Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.folhadealphaville.com.br/