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Mulheres nos games: um fenômeno em crescimento

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Mulheres nos games: um fenômeno em crescimento

A mulher do século XXI mudou e ocupa cada vez mais o espaço onde antes era predominantemente masculino 

Foi-se o tempo em que os homens eram a raça dominante e às mulheres apenas restavam os serviços domésticos, cuidar dos filhos e deixar a janta ajeitada. A mulher do século XXI mudou e ocupa cada vez mais o espaço onde antes era predominantemente masculino. Elas vêm fazendo isso ao longo do tempo com consistência, competência e construindo sua própria narrativa. Um bom exemplo é no mercado do entretenimento online. 

(Foto: Pexels)

Ao contrário da crença popular, os videogames não são mais dominados por meninos de 12 anos. É o que aponta uma pesquisa de 2019 que confirmou que 53% do público gamer do Brasil é feminino. Isso mesmo que você leu. Quebrando o estereótipo do jogador generalizado, atualmente há mais mulheres jogando do que homens. A mesma pesquisa também apontou que o público feminino prefere jogos em smartphones. Inclusive, 74% dos gastos dos usuários com aplicativos de celular vem dos jogos.

O que podemos concluir é que as mulheres estão cada vez mais ganhando espaço nos ambientes onde antes predominavam os homens. Por isso, é importante abrir o leque de possibilidades para que cada vez mais mulheres busquem novas formas de entretenimento e novos hobbies que antes eram exclusivos dos homens. E para tanto, não se sintam excluídas ou rejeitadas.

No entanto, em uma sociedade ainda determinada pelos estereótipos, começar a pensar fora da caixa é um pouco difícil, mas está se tornando cada vez mais uma realidade para mulheres. Inclusive, sites de entretenimento online apostam no mês da mulher para criar eventos temáticos para atrair mais mulheres a experimentar novos hobbies. É também um convite às mulheres para sair da sua zona de conforto e experimentar algo completamente novo.

A inclusão da diversidade no entretenimento online é muito importante para determinar como será o futuro das plataformas de games online, visto que há um enorme potencial de crescimento neste setor que movimentou, somente em 2020, 159,3 bilhões de dólares. Cada vez mais mulheres são atraídas pela diversão, flexibilidade e liberdade que os jogos online oferecem.

(Foto: Unsplash)

Na Ásia, onde o mercado de jogos online é gigante, times e ligas inteiras formados por jogadoras estão agora causando um impacto no cenário mundial. A Ásia é considerada a capital global dos videogames, respondendo por 48% da receita total de jogos do mundo. E como lá, o número de mulheres jogando videogame cresce a um ritmo mais rápido do que seus rivais do sexo masculino, elas estão se organizando para conquistar mais espaço e atrair cada vez mais mulheres para o universo dos games online.

A ex-jogadora profissional da Malásia, Reia Ayunan costumava participar de jogos de RPG, como Battle Royale. Ela foi recentemente contratada pelo criador de videogames Ubisoft e hoje produz conteúdo de jogos com o intuito de atrair mais mulheres. Hoje, os melhores jogadores de e-sport (o termo mais usado atualmente no mundo para definir Esportes Eletrônicos) da Ásia são do sexo feminino.

No Brasil, onde 53% dos jogadores são do sexo feminino, não é diferente. A jogadora de League of Legends, Júlia Gandra Neves, de 28 anos, criou um grupo no Facebook para reunir jogadoras e promove campeonatos femininos. Júlia encontrou no Rexpeita Elas um ambiente para garotas que possuem gostos em comum se encontrarem e trocarem ideias. E pela quantidade de membros – mais de 7 mil - dá pra perceber que são muitas meninas interessadas em jogar League of Legends online.

Ariane Parra, fundadora da Women Up Games - que promove eventos para atrair mulheres ao mundo dos E-sports – conta que, em 4 anos de existência, mais de 3 mil mulheres fizeram parte de campeonatos femininos promovidos pela Women Up Games — entre eles, o primeiro torneio de Fifa feminino da América Latina.

Felizmente, as mulheres estão ocupando cada vez mais espaço nos jogos online. Uma realidade que tende a crescer cada vez mais. Pois se pararmos para olhar para o mercado de duas décadas atrás, o público era majoritariamente masculino. E a tendência é de crescimento. Os jogos de celulares alteraram esse perfil, atraindo um público feminino como jamais visto antes. O perfil do gamer está mudando, queira você ou não. E quem não acompanhar, ficará para trás. 

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