Sexta, 27 Novembro 2020

Economia

Hipermercados de Alphaville e região irão limitar compra por cliente

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Hipermercados de Alphaville e região irão limitar compra por cliente

Após disparada de preços de itens básicos, Governo zerou imposto para importação do arroz 

Setor mercadista diz que sofre pressão pelos fornecedores para aumento dos preços (Pixabay)

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidiu, na quarta-feira (9), reduzir a zero — até 31 de dezembro deste ano — a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. O Comitê-Executivo de Gestão da Camex estabeleceu que a redução está restrita a uma cota de 400 mil toneladas de arroz.O objetivo é reduzir o custo do produto importado para aumentar a oferta e conter a alta de preços no mercado interno. A medida foi tomada após disparada do preço do item, assim como de feijão, leite e óleo.

Na região, de acordo com consulta realizada pela reportagem na quinta-feira (10), o Grupo Carrefour Brasil, com lojas em Barueri e Santana de Parnaíba, que detém as bandeiras Atacadão, Carrefour Bairro e Carrefour Express, irá limitar a quantidade por cliente dos itens mais impactados pela inflação. "O Grupo Carrefour Brasil também segue posicionado em oferecer produtos a preços acessíveis em seus formatos, varejo e atacado, trabalhando para reduzir os aumentos recebidos por parte dos fornecedores", informou por meio de nota. O Carrefour não detalhou a quantidade.

O Grupo BIG falou que, como o tema envolve todo o setor, está se posicionando por meio das entidades que os representam. O Grupo GPA, detentor das marcas Pão de Açúcar, Extra e Assaí, não retornou até o fechamento da edição.

Segundo levantamento feito pela Folha de Alphaville, também na quinta (10), junto aos sites dos principais hipermercados, o valor do mesmo arroz (5kg), anotou variação de 84,4% em estabelecimentos diferentes. O item foi encontrado por R$ 22,50 e R$ 41,50.

ABRAS
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por sua vez, afirmou que o setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. "Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos. O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia". O presidente da Associação, João Sanzovo, afirmou que deverá acontecer ação para substituir o arroz por macarrão.
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