Setor mercadista diz que sofre pressão pelos fornecedores para aumento dos preços (Pixabay)
A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidiu, na quarta-feira (9), reduzir a zero — até 31 de dezembro deste ano — a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. O Comitê-Executivo de Gestão da Camex estabeleceu que a redução está restrita a uma cota de 400 mil toneladas de arroz.O objetivo é reduzir o custo do produto importado para aumentar a oferta e conter a alta de preços no mercado interno. A medida foi tomada após disparada do preço do item, assim como de feijão, leite e óleo.
Na região, de acordo com consulta realizada pela reportagem na quinta-feira (10), o Grupo Carrefour Brasil, com lojas em Barueri e Santana de Parnaíba, que detém as bandeiras Atacadão, Carrefour Bairro e Carrefour Express, irá limitar a quantidade por cliente dos itens mais impactados pela inflação. "O Grupo Carrefour Brasil também segue posicionado em oferecer produtos a preços acessíveis em seus formatos, varejo e atacado, trabalhando para reduzir os aumentos recebidos por parte dos fornecedores", informou por meio de nota. O Carrefour não detalhou a quantidade.O Grupo BIG falou que, como o tema envolve todo o setor, está se posicionando por meio das entidades que os representam. O Grupo GPA, detentor das marcas Pão de Açúcar, Extra e Assaí, não retornou até o fechamento da edição.
Segundo levantamento feito pela Folha de Alphaville, também na quinta (10), junto aos sites dos principais hipermercados, o valor do mesmo arroz (5kg), anotou variação de 84,4% em estabelecimentos diferentes. O item foi encontrado por R$ 22,50 e R$ 41,50.
ABRAS
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por sua vez, afirmou que o setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. "Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos. O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia". O presidente da Associação, João Sanzovo, afirmou que deverá acontecer ação para substituir o arroz por macarrão.
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