Faturamento de bares e restaurantes da Região cai 90% na quarentena

Para o dirigente que representa os estabelecimentos, é difícil se reinventar diante da paralisia da atividade econômica. (Foto: WORACHAI YOSTHAMRONG/123RF)

Os bares e restaurantes da Região Oeste tiveram queda de 90% no faturamento desde o início da quarentena, e já demitiram 5 mil trabalhadores. O cenário é preocupante: até o dia 11 de maio, data prevista para o início paulatino do fim do isolamento social no Estado de São Paulo, 20% dos estabelecimentos do tipo e 5% dos hotéis e espaços de hospedagem devem encerrar as atividades de maneira permanente. 

Os dados são do SinHoRes Osasco – Alphaville e Região (Sindicato Empresarial de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares). "Já encaminhamos ofício para os prefeitos mostrando esse estado de colapsoque o setor vive", diz Edson Pinto, presidente da entidade, que representa 20 mil empresas na região, das quais 90% são pequenas e micro. 

Para o dirigente, é difícil se reinventar diante da paralisia da atividade econômica. "Permitir trabalhar com delivery é uma ilusão, o faturamento é insignificante, representa menos de 20%", diz. "E só cerca de 10% das 20 mil trabalha com delivery, porque na verdade dá prejuízo manter o serviço, é mais um investimento em marketing", afirma. 

Recentemente, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel - SP) divulgou uma pesquisa que revelou que os empresários do setor acreditam que cerca de 40% estabelecimentos dessa modalidade fecharão as portas no Estado por conta da pandemia. 

"Estamos propondo uma reabertura consciente, com 50% da nossa capacidade, distanciamento de 2 a 3 metros entre as mesas, todos funcionários com equipamento de proteção, luvas, máscaras e álcool gel para os clientes", diz Pinto. "Também estamos pedindo para que governo determine que empresas liberem trabalhadores para o almoço em três turnos, de modo a não lotar os restaurantes ao meio dia", defende. 

O governador João Doria (PSDB) já disse, porém, que se as taxas permanecerem inferiores a 50%, as medidas de flexibilização da quarentena, cujo anúncio está previsto para o dia 8 de maio, poderão ser revistas - e o fim do isolamento social, adiado. 

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Segunda, 25 Mai 2020

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