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Sem VAR é muito melhor

É uma delícia assistir aos jogos das fases iniciais da Libertadores e dos campeonatos estaduais. Juiz e bandeirinha correram para o meio campo é gol e fim de papo. Nova saída é dada rapidamente e o jogo segue. Ninguém fica procurando pelo em ovo nem chifre em cabeça de cavalo. 

Como eu sempre digo, futebol não é vôlei, nem tênis, muito menos natação ou atletismo. Nessas modalidades e em outras a utilização do vídeo para dirimir dúvidas é objetiva. A bola bateu dentro ou fora, o sujeito tocou ou não na rede, quem tocou primeiro a borda da piscina ... É só olhar o vídeo e pronto. No futebol não é assim.

Não sou contra a utilização da tecnologia por si só. A ferramenta Gol-NãoGol, com o relógio vibrando no pulso do árbitro assim que a bola ultrapassa a linha fatal, é fantástica. O juiz é informado do fato, imediatamente valida o gol e acabou. Não se perde tempo e a decisão é confiável. Jamais alguém reclamou de uma situação dessas. Agora, vídeo para marcar pênalti, falta ou mesmo impedimento decididamente não cabe. 

No caso de falta ou pênalti a interpretação será feita por alguém de dentro de uma cabine, totalmente fora do clima da partida e orientado pela famigerada câmera lenta. E no impedimento pior ainda. Quem estudou ótica, um ramo da física, sabe que uma mínima imprecisão no posicionamento da câmera altera totalmente a realidade. Sem falar que, muitas vezes, é impossível precisar o exato instante do passe. Ninguém acredita mais naquelas linhas que os caras desenham para lá e para cá. Basta lembrar os inúmeros episódios onde para uma emissora de TV o jogador estava impedido e para outra não na mesma jogada. 

Esse final de semana foi emblemático. Tivemos jogos importantes para tudo o que é lado e nenhuma reclamação de arbitragem. No único clássico onde havia árbitro de vídeo é que deu confusão. Até agora nem eu nem muitas pessoas se convenceram que o gol do Botafogo contra o Flamengo, quando o jogo estava 0 a 0, foi bem anulado.

Falta coragem aos cartolas do mundo todo para reconhecer que a experiência do Var fracassou. Ou, o que é mais provável, interesses financeiros impedem esse reconhecimento. Até na Inglaterra, onde parecia que o vídeo tinha uma credibilidade maior, as confusões têm se sucedido. Como aconteceu com a famigerada morte súbita, que decidiu Copas do Mundo e Olimpíadas, há de chegar o dia da ficha cair e do futebol voltar ao normal. Não vejo a hora. 

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Quinta, 28 Mai 2020

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