Assim não

Gosto da gestão de Romildo Bolzan no Grêmio. Ainda na semana passada fiz elogios a ela aqui neste mesmo espaço. Mas no episódio da volta de Caio Henrique ao Atlético de Madrid os caras foram muito mal. Um clube do tamanho do Grêmio não pode se colocar de joelhos dessa forma. 

Para quem não lembra a contratação de Caio Henrique foi uma das mais difíceis da última janela de transferências. O Fluminense queria ficar com o jogador, havia outros interessados e o Grêmio acabou vencendo a disputa. Mal se sabia em que condições. 

Quando uma contratação é anunciada a torcida se enche de ilusão. O técnico passa a trabalhar com as opções que se abrem para a formação do time. Enfim, todo um clima é criado. Eis que o jogador chega, não dá um chute na bola e já vai embora, através de uma cláusula contratual que permite ao clube de origem solicitar a sua volta quando bem entender. Não pode ser assim. 

O São Paulo viveu situação parecida com Calleri. O Santos com Jean Lucas. O Palmeiras, numa circunstância um pouco diferente, com Ricardo Goulart. A grande verdade é que quando um clube contrata um jogador sem a garantia da permanência dele por ao menos um ano é gerada uma situação impossível de acabar bem. Se o cara não joga nada fracassou a negociação. E se ele arrebenta acaba deixando um gosto muito amargo para o torcedor na hora de ir embora.

Que fique a lição. Gigantes como o Grêmio não podem se meter numa arapuca dessas. Ou contrata um jogador em circunstâncias condizentes com o que o clube representa ou não contrata. Seja quem for. 

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Segunda, 03 Agosto 2020

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