Frota flutuante agrava trânsito na região, diz especialista

Congestionamento tem maior proporção em horário de pico na região de Alphaville e Tamboré (Michela Brígida/ Folha de Alphaville)

A falta de oferta de transportes públicos fora dos grandes centros urbanos faz com as pessoas optem por utilizar seus carros particulares, sobretudo na Grande São Paulo, de acordo com dados da Pesquisa Origem e Destino (OD), da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), divulgada nesta semana. A situação se reflete em Alphaville, uma vez que não há um modal direto à região, apesar de possuir uma linha de trem próxima, afirma especialista. 

Também de acordo com o estudo, nos últimos dez anos, as pessoas de menor renda da região metropolitana de São Paulo passaram a andar mais de carro e moto em suas viagens diárias, enquanto as de renda mais alta estão usando mais metrô. As viagens feitas de carro entre famílias de rendimento mensal médio entre R$ 2 mil e R$ 3,8 mil tiveram um crescimento de 82% entre 2007 e 2017 e as de moto, de 77%.
Já entre aquelas com renda média mensal superior a R$11,4 mil, o total de viagens feitas de carro caiu 49%; e as de metrô subiram 5,7%.

Para o professor de Mobilidade Urbana e Meio Ambiente, Luiz Vicente, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o uso maior do carro particular se deve à política de reajuste de tarifas acima da inflação, além da falta de investimentos em novos corredores de ônibus ou outros modais de transporte alternativo nas regiões metropolitana do Estado. "Isso consegue ser visto em Alphaville, uma vez que não há transporte direto para lá, além do carro. Logo, as pessoas que trabalham nessa região costumam ir com veículos próprios, aumentando o tráfego, principalmente em horários de pico", explica. 

Ainda segundo o especialista, a proporção na região de Alphaville e Tamboré é de que apenas 1 a cada 5 carros tenha mais de uma pessoa dentro do veículo. " O que temos então são centenas de carros, indo para o mesmo destino, gerando congestionamentos absurdos. Isso poderia ser resolvido com um ônibus direto ou uma linha que parasse no local", acrescenta Vicente.

Viaduto da Araguaia
A obra do Viaduto da Araguaia, executada pela Prefeitura de Barueri, é uma das grandes expectativas da população para tentar amenizar o trânsito na região de Alphaville e Tamboré. A previsão é de que o empreendimento seja entregue na próxima semana.

O empreendimento sobre a Alameda Araguaia completa o minianel viário formado pela interligação com a alça de acesso e viaduto sobre a rodovia Castello Branco, avenida Sylvio Honório Álvares Penteado, avenidas Tucunaré e Paiol Velho.

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Comentários: 2

Tiago em Sexta, 05 Julho 2019 13:08

Diante disso, uma sugestão seria o rodízio de veículos para placas de outros municípios, obrigando os proprietários de veículos a efetuarem a "carona" solidária, diminuindo a quantidade de veículos na região de Alphaville.

Diante disso, uma sugestão seria o rodízio de veículos para placas de outros municípios, obrigando os proprietários de veículos a efetuarem a "carona" solidária, diminuindo a quantidade de veículos na região de Alphaville.
Caio César em Sábado, 20 Julho 2019 20:57

Transporte direto? Os ônibus levam cerca de 20 minutos quando os carros não estão travando tudo. Basta priorizá-los. Tarifa reajustada acima da inflação… er… really? Isso para quais trabalhadores e suas respectivas faixas de rendas médias? Desculpa furada, o sujeito tira uma banheira utilitária da garagem, que só o IPTU e licenciamento já custam uma bala, mas não pode pagar uma tarifa de transporte público? ¬¬

Fazer lobby pelas ligações sobre pneus da EMTU e pelas ligações sobre trilhos da CPTM, ninguém quer, né? Bora aplaudir um viaduto feio e de baixa capacidade, que em breve estará saturado.

Transporte direto? Os ônibus levam cerca de 20 minutos quando os carros não estão travando tudo. Basta priorizá-los. Tarifa reajustada acima da inflação… er… really? Isso para quais trabalhadores e suas respectivas faixas de rendas médias? Desculpa furada, o sujeito tira uma banheira utilitária da garagem, que só o IPTU e licenciamento já custam uma bala, mas não pode pagar uma tarifa de transporte público? ¬¬ Fazer lobby pelas ligações sobre pneus da EMTU e pelas ligações sobre trilhos da CPTM, ninguém quer, né? Bora aplaudir um viaduto feio e de baixa capacidade, que em breve estará saturado.
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