Segundo docente do Departamento de Química e Energia da Faculdade de Engenharia da Unesp, um empreendimento dessa natureza é normalmente acompanhado por entidades reguladoras e fiscalizadoras (Foto: Natália Santos/Arquivo Folha de Alphaville)
Alguns moradores de Barueri têm se manifestado contra a construção da usina termelétrica movida a lixo no bairro de Aldeia, pela empresa Orizon Valorização de Resíduos, que deve começar no segundo semestre.
"A região já é bastante impactada com o esgoto de milhões de pessoas tratados na ETE Barueri, têm uma empresa de tratamento de resíduos especiais como fossas e agora vão liberar a queima de resíduos de 3 cidades (...) A gestão de resíduos na região não é compartilhada com a população, a compensação ambiental é pífia para um empreendimento tão impactante e lucrativo. A comunidade local vai perder o potencial turístico e ecológico da região e pagar com o passivo ambiental, além do aumento de trânsito, imóveis desvalorizados", apontou.
Especialista
Segundo José Antônio Balestieri, docente titular do Departamento de Química e Energia da Faculdade de Engenharia da Unesp e que atua na área de Engenharia de Energia, um empreendimento dessa natureza é acompanhado por entidades reguladoras e fiscalizadoras que exigem que uma série de equipamentos sejam instalados de modo a garantir a confiabilidade da geração elétrica e níveis de emissão de poluentes abaixo de limites cada vez mais restritos.
"A tecnologia Waste to Energy (ou lixo para gerar energia) é o que existe de mais moderno na área de processamento de lixo. No empreendimento em questão, a queima direta do lixo será feita em um incinerador que gerará vapor de água superaquecido, que será enviado a uma turbina a vapor, e nela será então gerada a energia elétrica. Se foi bem projetada e dotada de todos os equipamentos necessários e bem operada, é uma alternativa muito interessante", disse.
À reportagem, o movimento Coletivo SOS Barueri - Saneamento Orientado à Saúde informou que entre as razões para se posicionar contra a implantação está a tecnologia da incineração, que traria riscos à saúde e ao meio ambiente, e falta de um plano de emergência.
"A região já é bastante impactada com o esgoto de milhões de pessoas tratados na ETE Barueri, têm uma empresa de tratamento de resíduos especiais como fossas e agora vão liberar a queima de resíduos de 3 cidades (...) A gestão de resíduos na região não é compartilhada com a população, a compensação ambiental é pífia para um empreendimento tão impactante e lucrativo. A comunidade local vai perder o potencial turístico e ecológico da região e pagar com o passivo ambiental, além do aumento de trânsito, imóveis desvalorizados", apontou.
Especialista
Segundo José Antônio Balestieri, docente titular do Departamento de Química e Energia da Faculdade de Engenharia da Unesp e que atua na área de Engenharia de Energia, um empreendimento dessa natureza é acompanhado por entidades reguladoras e fiscalizadoras que exigem que uma série de equipamentos sejam instalados de modo a garantir a confiabilidade da geração elétrica e níveis de emissão de poluentes abaixo de limites cada vez mais restritos.
"A tecnologia Waste to Energy (ou lixo para gerar energia) é o que existe de mais moderno na área de processamento de lixo. No empreendimento em questão, a queima direta do lixo será feita em um incinerador que gerará vapor de água superaquecido, que será enviado a uma turbina a vapor, e nela será então gerada a energia elétrica. Se foi bem projetada e dotada de todos os equipamentos necessários e bem operada, é uma alternativa muito interessante", disse.
Trânsito
Obras no Rodoanel Oeste alteram tráfego na região
Letalidade
Febre maculosa já matou 17 pessoas em SP neste ano
Copa na telona
Final da Copa terá transmissão ao vivo em cinemas
Oportunidade imobiliária
Leilões de julho reúnem mais de 2,9 mil imóveis com descontos de até 90%
Prevenção
Estado de SP reforça alerta para vacinação contra o sarampo
Investigação
Empresas de advogado Nelson Wilians são alvo de buscas por fraudes tributárias de R$ 3,8 bi
Transparência
Câmara indica R$ 1,3 bi em emendas similares ao orçamento secreto sem citar autor, diz estudo
Pesquisa
Reprovação à privatização de metrô e trem cresce em São Paulo, aponta Datafolha
Grande SP
Cratera se abre durante obra da Sabesp e deixa nove desabrigados na região
Queda de temperatura
Defesa Civil alerta para mínima de 7°C em Barueri e região