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17% dos moradores de Alphaville disseram ter disfunções cognitivas após a Covid-19

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17% dos moradores de Alphaville disseram ter disfunções cognitivas após a Covid-19

Dados são de uma enquete feita pela Folha de Alphaville. Estudo do InCor revela que problema é corriqueiro

Moradora Camila Rovari revelou que ela e a família sentem problemas com atenção, memória, além de fadiga (Foto: Arquivo Pessoal)
Um estudo feito no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), revelou que 80% das pessoas recuperadas da Covid-19, e que participaram da pesquisa, apresentaram alguma disfunção cognitiva.

Entre os problemas mais comuns estão a dificuldade de concentração ou atenção; perda de memória ou dificuldade para lembrar-se das coisas, dificuldades com raciocínio, habilidades prejudicadas e mudanças comportamentais e emocionais.

Uma enquete realizada nesta quarta-feira (10) nas redes sociais da Folha de Alphaville mostrou que essas disfunções são mais comuns do que se imagina. Na pesquisa, 17% disseram que, após a cura da Covid-19, apresentaram alguns sintomas.

Problemas na memória e atenção, na fala e coordenação motora e sonolência excessiva foram alguns dos sintomas mais citados. Mais de 250 pessoas participaram da enquete.

Relatos
Em novembro, a moradora de Alphaville Dayana Bialsky foi contaminada pela Covid-19. Após a cura, os problemas de falta de memória e atenção foram recorrentes.

"Percebi quando estacionei o carro e não lembrava onde havia deixado. Com vitaminas e seguindo orientação médica, me recuperei, mas ficam sequelas que se agravam por eu ser do grupo de risco", explicou.

Já a médica Camila Rovari contraiu o vírus em dezembro. Segundo ela, todos os familiares contaminados sentem problemas com atenção, memória, além da falta de paladar, olfato e fadiga.

"Percebemos isso no nosso dia a dia, com as tarefas que precisamos fazer. Estamos aflitos, pois este problema persiste, mas com fé que isso vai passar e vamos Anos recuperar", afirmou.

A neuropsicóloga Lívia Valentim, responsável pelo estudo, diz que "com uma boa reabilitação neuropsicológica estas funções podem voltar ao normal ou o paciente pode ter a capacidade de se reorganizar neurologicamente", avalia. 

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Sábado, 17 Abril 2021

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