Atualizado: 29/07/2010 21:58
Best-seller da Volvo no Brasil, crossover é referência de vendas
Carsale
O que faz um veículo ser referência de vendas em sua categoria? Bom, é uma pergunta com várias possibilidades. Mas no caso do Volvo XC60, a expressão “custo/benefício” resume quase tudo – quase porque, afinal, trata-se de um carro com preço inicial de R$ 138,5 mil. À venda no Brasil desde fevereiro do ano passado, o crossover médio é um dos utilitários-esportivos “chiques” mais vendidos no país.
No mesmo nicho, concorrem os requintados Audi Q5, Mercedes-Benz GLK e o BMW X1. O líder é o Land Rover Freelander, masp XC60 é urbano. Foi idealizado e projetado para rodar no asfalto.
E o preço, por mais elevado que seja, é um dos principais trunfos do Volvo. Entre os modelos de luxo, só Freelander e BMW X1 partem mais de baixo. No caso do crossover da marca alemã, a versão básica sDrive18i, com tração traseira e motor 2.0 litros, custa R$ 114,9 mil. Mas a configuração superior xDrive18i, equipada com tração integral e motor 3.0 de 258 cv, que seria a concorrente do XC60, é mais salgada: começa em R$ 198 mil, mesmo patamar de Q5 e GLK. Além de mais acessível, o crossover da marca sueca traz uma lista de série completa – sobretudo em segurança – e o bloco 3.0 turbo de 289 cv. O Carsale pilotou a versão superior Top do XC60, de R$ 165,9 mil.
Custo e benefício
Normalmente, a expressão “custo/benefício” é associada a carros populares, por uma razão simples: os preços baixos. Com o XC60, o raciocínio é até parecido. Só que a brincadeira é “de gente grande”. O crossover de luxo parte de R$ 138,5 mil. Mas, ao analisar o conjunto, a conclusão é de que o Volvo tem uma relação “custo X ganho” atraente. A começar pelas linhas modernas e o refinamento do habitáculo, com materiais de alta qualidade e design singular e funcional.
A impressão que se tem ao acessar a cabine é de que o Volvo não deixa a desejar em praticamente nada em relação aos modelos de marcas de maior prestígio, como as alemãs BMW e Mercedes-Benz. Desde o couro que cobre bancos, portas, volante e manopla do câmbio aos plásticos rígidos e emborrachados, a sensação de qualidade é marcante. Sobre o console central em formato de bandeja, há ainda uma tela de LCD e um visor, que mostram informações e permitem ao motorista e passageiro configurar o som, a ventilação etc.
A Volvo é referência em segurança veicular. Para começar, os itens básicos: freios com ABS e distribuidor eletrônico de frenagem, controles de estabilidade e de tração e oito airbags. Há também o controle de anticapotamento, chamado de RSC (Roll Stability Control). Já para os casos de colisão, há outros dois sistemas: o WHIPS, no qual os encostos de cabeça dianteiros são deslocados para frente, para amortecer o movimento das cabeças e evitar lesões na coluna cervical; e o SIPS, quando a estrutura da cabine e os bancos dianteiros usam aços de alta resistência e leves para absorver melhor um impacto.
Toque esportivo
O crossover de 4,62 metros de comprimento e pesados 1.825 quilos traz sob o capô um bloco 3.0 litros de seis cilindros em linha, a gasolina, sobrealimentado por um turbocompressor. O câmbio automático Geartronic de seis velocidades gerencia as trocas.
Para colocar o conjunto mecânico, a suspensão traseira e demais recursos à prova, foi escolhido um percurso de São Paulo até Jundiaí. Seguimos pela rodovia Anhanguera, onde a velocidade máxima permitida é menor (100 km/h), mas há vários trechos de curva e subida.
Com pressão extra do turbo, o motor 3.0 litros se mantém cheio. Aos 1.500 giros, o propulsor despeja 100% do torque máximo de 40,7 kgfm nas quatro rodas, disponibilizando-o por inteiro até as 4.800 rotações. Grande parte desse rendimento é garantido pelo câmbio Geartronic. Nas curvas, a carroceria mostra ótima rigidez. O conjunto de suspensão é digno de elogios. Nem é mole, nem rígido demais, mesmo com as rodas de liga leve de 18 polegadas da versão Top avaliada.
Para voltar, optamos pela rodovia Bandeirantes, com pista mais larga e velocidade máxima de 120 km/h. Como o nível de ruído no interior é baixo e a suspensão é equilibrada, o motorista com o pé mais pesado pode perder a noção de velocidade.
Com o rodar suave e vitaminado pela robustez do motor, o XC60 é um carro para dirigir sem pressa.