Atualizado: 22/07/2010 21:12
Com 22 ações distintas, Celso Giglio (PSDB) garante que não deve nada à Justiça
André Bittencourt
Para os deputados ouvidos pela reportagem, as ocorrências judiciais relacionadas a eles não são uma ameaça por conta da Lei Ficha Limpa. Com 22 ações distintas, Celso Giglio (PSDB) garante que não deve nada à Justiça. “Muitos desses casos já foram resolvidos. Minhas contas [como prefeito de Osasco] foram aprovadas com total lisura”, discursou.
Ex-prefeito de Itapevi, João Caramez (PSDB) garante que nunca causou danos aos cofres públicos do município que administrou, e por isso não será enquadrado pela nova lei. “No meu processo está mais que esclarecido que não houve perdas ao erário”, comentou.
Deputado federal pelo PMDB, Francisco Rossi afirma que prefeitos estão expostos a ataques políticos, justificando o grande número de ações na Justiça. “Eu mesmo fui alvo de centenas de processos. Existe uma cláusula pétrea indicando que uma lei não pode retroagir em prejuízo aos outros e isso se aplica à Ficha Limpa”, afirmou o ex-prefeito de Osasco.
João Paulo Cunha (PT-SP) não foi condenado por nenhuma instância. Suas ações de improbidade administrativa pelo período em que presidiu a Câmara dos Deputados, entre 2003/2004, foram sugeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) e o petista ressalta que o Tribunal de Contas da União ainda analisa a lisura de seus atos.
Fernando Chucre (PSDB-SP) explicou que o uso indevido de sua cota de passagens aéreas partiu de servidores da Câmara sem seu conhecimento, e que ações internas no seu gabinete foram adotadas para punir e evitar novas ocorrências de um caso que nem sequer chegou à esfera judicial.