28/10/2009 10:42
Em Cotia são 120 famílias em seis bairros, além de parte do Morro do Macaco
Em Carapicuíba e Barueri, cerca de 50 casas foram atingidas após o transbordamento do Rio Cotia na madrugada de terça-feira. Ele ficou quase dois metros acima do normal, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Durante todo o dia de terça-feira, agentes da Defesa Civil de Barueri e de Carapicuíba ficaram prestando ajuda às famílias. As prefeituras informaram que não poderiam remover as famílias, porque elas ocupam uma área particular. Muitos perderam tudo, já que os carros foram cobertos pela água, que também invadiu casas, levando mantimentos, roupas, calçados e destruindo geladeiras, fogões, entre outros.
De acordo com a Sabesp, a inundação não tem relação com a barragem construída há mais de 20 anos para facilitar a captação de água. "Aquela barragem tem permanentemente água passando por cima. Estrutura que permite apenas a gente captar água. Esse problema aconteceria independentemente dessa estrutura existir ou não", explicou Hélio Castro, superintendente de produção de água da Sabesp.
Na manhã desta quarta-feira, a correnteza na barragem continuava forte, mas o leito do rio já havia voltado ao normal e as casas não estavam mais cobertas pela água.
A região inundada é uma área de preservação permanente, e não deveria ter moradias. As prefeituras das cidades atingidas dizem que muitas das casas ao lado do rio foram construídas irregularmente. Entretanto, os moradores alegam que pedem a canalização do rio há anos. Elas também informam ter escritura dos imóveis.
Em Cotia, o mesmo rio também deixou desabrigados. São cerca de 120 famílias. Seis bairros foram alagados, e parte do Morro do Macaco deslizou.
As famílias desabrigadas em Cotia foram abrigadas por amigos e parentes. Segundo os técnicos da Defesa Civil da cidade, os piscinões do município podem não ter suportado tanta chuva.